Qual é a relação entre diabetes e vida sexual?

Uma vida sexual satisfatória é possível para quem tem diabetes. Ainda assim, alterações na glicemia ao longo do tempo podem afetar nervos e vasos sanguíneos envolvidos na resposta sexual. Pressão alta, colesterol elevado, tabagismo, alguns medicamentos e fatores emocionais também podem contribuir.

Ter diabetes não significa que uma dificuldade sexual seja inevitável ou que toda mudança tenha a doença como causa. Uma avaliação profissional ajuda a identificar o que está acontecendo e qual cuidado é mais adequado.

Casal adulto conversando com acolhimento sobre saúde íntima

Como os homens podem ser afetados?

A dificuldade de obter ou manter uma ereção é uma das alterações mais conhecidas. Também podem ocorrer mudanças na ejaculação, na sensibilidade, no desejo ou no orgasmo. Esses sinais podem estar ligados à circulação, aos nervos, aos hormônios, aos medicamentos ou ao bem-estar emocional.

Problemas de ereção persistentes merecem conversa com um profissional de saúde. Evite usar medicamentos ou suplementos por conta própria, pois eles podem interagir com outros tratamentos e não são seguros para todas as pessoas.

Mulher adulta em um momento tranquilo de cuidado com a saúde

Como as mulheres podem ser afetadas?

Algumas mulheres relatam redução do desejo, dificuldade de excitação, ressecamento vaginal, desconforto durante a relação, menor sensibilidade ou dificuldade para chegar ao orgasmo. Infecções genitais e urinárias recorrentes também podem interferir no conforto e na intimidade.

Esses sintomas podem ter diversas causas, incluindo alterações hormonais, menopausa, medicamentos, ansiedade e questões de relacionamento. Por isso, a avaliação deve considerar a pessoa como um todo.

Dois adultos caminhando juntos e conversando ao ar livre

O que pode ajudar?

Cuidar da glicemia, da pressão e do colesterol, não fumar, manter atividade física quando liberada e revisar os medicamentos com a equipe de saúde são medidas que favorecem a saúde geral e sexual. Comunicação, acolhimento e tempo para a intimidade também fazem diferença.

Procure atendimento se a mudança for persistente, causar dor, afetar sua autoestima ou seu relacionamento. Médicos, enfermeiros, ginecologistas, urologistas, fisioterapeutas pélvicos e profissionais de saúde mental podem participar do cuidado, conforme a necessidade.

Fontes consultadas